O texto que se segue é de Mariana Matoso
Nesta Estrada que caminhamos e que nos guia, ha momentos de duvida. Ha intercepcoes, cruzamentos que desconhecemos. Destinos que se nos desvendam difusos e incertos. Nao para nos impregnar com o sabor amargo do escarnio ou para nos embeber no licor azedo da desilusao e da derrota, mas apenas para nos desafiar.
Neste caminho que percorremos, sem saber para onde ou por onde, o que nos guia ‘e um sentir. Um sentir para. Um impulso. Um instinto. Uma vontade. Acima de tudo, a certeza de um chamamento. Porque nascemos com o mundo inteiro dentro de nos e o que nos chama ‘e o lugar pequenino que temos de preencher.
Nem sempre ‘e facil aceitar que esse caminho nos afasta de tudo quanto construimos ou de tudo o que queremos, de tudo o que amamos. Do que queriamos ser?
Nem sempre ‘e facil desistir de uma vida, para embarcar numa viagem que ‘e de muitas vidas. Ha quem nao o compreenda ou respeite, nos compreenda ou respeite. Destinados a sentir o pulsar do mundo com extrema sensibilidade, tudo isso nos destroi por dentro, nos acidifica o coracao e nos deturpa o ser genuino.
Mas… ‘e, o caminho, esse que nasceu connosco e cresceu dentro do nosso berco, por isso temos de prosseguir.
E porque o caminho ‘e uma aspiral ascendente cuja dinamica nao permite o voltar atras, esses momentos de duvida que existem, simbolo da nossa essencia humana, representam, nao o abismo ou a derrota, mas o fortalecimento da conviccao e da certeza. Porque ‘e preciso esquecer o vazio por baixo dos pes e o coracao ferido que ainda sangra, e erguer a cabeca. Encher o espirito de forca e subir um degrau.
Acreditar que durante o nascer da madrugada, o sol voltara a brilhar e que nele encontraremos o nosso reflexo, espelhado no horizonte do amanha.
Por isso… “don’t loose yourself, don’t let yourself be lost”…
‘cause there are stars meant to shine 4ever*