Surf: A Minha Profissão

Dificilmente verão este post antes da apresentação ser feita mas sempre fica a informação :-)
Amanhã pelas 10:00h vou dar uma palestra na escola secundária da Lourinhã com o título: A indústria do Surf – passado, presente e futuro (com algumas referências ambientalistas) (ver pdf da palestra aqui)

Surf: A Minha Profissão (Convite)

Esta palestra veio no seguimento do convite inicial do sector da juventude da Câmara Municipal da Lourinhã integrado no projecto “Movimento” (que visa o incentivo ao desporto). Será abordada a temática da indústria actual do surf essencialmente em termos de fabrico de pranchas, assim como a sua evolução e futuro. Serão perspectivados vários cenários em relação aos surfistas e ao seu modo de vida, que por um lado é intimamente ligado á Terra mas por outro contribui para a sua desvastação e aquecimento (quase o dobro de um cidadão comum).

Surf: A Minha Profissão (Programa)

A entrada é livre!

1º Encontro Internacional de Desenvolvimento Local

De 3 a 11 de Abril estarei de volta a São Tomé e Príncipe para tomar parte do 1º ENCONTRO INTERNACIONAL DE DESENVOLVIMENTO LOCAL (EIDL). Irei ministrar uma palestra com o título: Avistamento de Cetáceos prespectivado na realidade Santomense. Actividade esta que poderá ser muito benéfica para a comunidade costeira de STP tal como é para várias outras pequenas comunidades ao redor do globo. A palestra tomará uma abordagem global ao tema para depois ir convergindo para a realidade vivida em STP e a sua potencialidade para a prática desta actividade económica.

O 1º EIDL é um projecto da iniciativa da Associação ROÇAMUNDO em parceria com a FUNDAÇÃO CACAU, o Centro de Estudos Africanos (CEA/ISCTE), a Universidade Autónoma de Lisboa (UAL) , o Centro de Estudos Sociais da Universidade dos Açores (CES/UAC) e a Associação Internacional de Investigadores em Educação Ambiental (NEREA- Investiga).

1º Encontro Internacional para o Desenvolvimento Local (EIDL)

É objectivo deste projecto reunir em STP especialistas de diferentes áreas para reflectir sobre estratégias de desenvolvimento das comunidades locais a partir de uma realidade insular, com dificuldades evidentes em encontrar o melhor caminho para solucionar a progressiva pobreza em que se encontra mergulhado.

Várias políticas de desenvolvimento foram ensaiadas sem que alguma tivesse o efeito prático desejado, desafiando, deste modo, alguns conceitos e teorias de desenvolvimento económico. Neste contexto, a troca de experiências, tanto teórica como prática, na implementação e desenvolvimento de projectos comunitários promotores da mudança, poderá ser enriquecedora para os que têm estado empenhados em encontrar novos caminhos e soluções para romper as bolsas de pobreza.

Por outro lado, é fundamental promovermos e incentivarmos o desenvolvimento de uma cultura de parceria entre agentes nacionais e internacionais, entre o sector público e privado, o poder local e agentes económicos locais, constituindo, deste modo, uma

Comunidade de Prática como estratégia para a criação de mecanismos viáveis para o desenvolvimento.

Documentos de Interesse:
Projecto
Desdobrável
Ficha de Inscrição
Programa
Ateliers
Agenda Cultural

Evolução e progresso?

Mudança, iniciada por uma agitação interior, evolução da mente acompanhada de um processo cronológico que apenas agora começo a perceber e a reconhecer os traços e formas. Um súbito despertar de responsabilidades e deveres que até então me eram desconhecidos. Nunca senti o peso da idade como agora (tenho 26 anos), com as pessoas que me relaciono e olhando já para uma geração mais jovem. Parece que fiquei preso algures nos meus 17 ou 18 anos nem bem adolescente nem bem adulto. No entanto este caminho que sigo fui eu que o escolhi, fui eu que lutei por ele e ajudado pelas pessoas que cruzaram a minha vida e pelas minhas vivências com elas e por elas cheguei a este ponto onde estou. Os meus pais… sem eles; eu nada conseguiria ter atingido, parte integrante do meu ser sem o serem.

Nestes últimos tempos tenho vindo a tentar delinear certos aspectos da minha vida e a entender a nossa sociedade para que me possa tentar integrar-me nela (bem em algumas partes e aceitando alguns factores que estão fora do meu alcance mudar). Vivemos uma crise global em que os bancos vão á falência, as pessoas vão levadas a crer que precisam de coisas que lhes são completamente secundárias mas que tomam um papel primordial, urgente e essencial! Ridículo; é o (des)Progresso e escravização mental…
Mas que muito seguem o ritmo, marchando ao toque do seu tambor, porque se perderem o ritmo deixam de fazer parte, ficam alienados e rejeitados.

Claro que existe um balanço e equilíbrio, e não é errado consumir isto ou aquilo ou tirar proveito dos benefícios que a tecnologia oferece, mas não nos deixando cegar e perder essa concomitância com a natureza e o que nos rodeia, sem perder o nosso altruísmo (se é que isso ainda existe), empatia e amor. Deve ser por isso que as cidades me assustam, somos tantos no mesmo espaço mas vivemos e caminhamos como se estivéssemos sozinhos, e se houver alguém que se aproxime de nós e nos peça algo ou alguém que precise de ajuda, bem isso é outro tema, ou se vira a cara na maioria das vezes ou evitam-se essas situações porque existem mil razões para as esquivar. Normalmente estamos com pressa, não podemos parar. Ah, precisamos de seguir aquela cadência, o ritmo do tambor!

Cebolas

No fundo estamos a perder a nossa humanidade, arraigados a tecnologias e a produtos e a consumismos e perdemos todo o discernimento e conexão á terra, ao que cresce dela e brota. Apenas uma parte da sociedade o sabe, esses são chamados de produtores primários que vivem uma existência aparentemente limitada, sofrida e básica. Contudo são eles que nos alimentam no fundo e não nem disso temos noção porque as coisas parecem melhores e mais decentes quando vêm embaladas e as tiramos das prateleiras dos nossos supermercados favoritos. E poucas vezes paramos a pensar que no fundo estamos todos conectados e que para conseguirmos ter um parafuso para segurar o novo movél que compramos (provavelmente na IKEA) é necessário uma corrente de milhares de pessoas!

Os meu ancestrais são da terra, viviam para e dela. Não usavam pesticidas, nem herbicidas, nem fungicidas, nem fertilizantes sintéticos, nem conservantes, nem hormonas, nem estimulantes, nem etc. Eu como muito do que vem da terra no seu estado mais puro graças á minha mãe e os conhecimentos que recebeu do meu avô que recebeu do meu bisavô que recebeu do meu trisavô e que me passa a mim. Quando plantar, quando colher, baseado em ciclos lunares e estações do ano. Somos saloios, somos da terra.

Eu quero basear a minha vida sobre essas directrizes, trabalhando e com árduo labor conseguir produzir da terra e viver em conformidade com as suas leis. Um estado de vida mais simples e puro. Sou da Lourinhã, vivo no Casal Lourim que em tempo foi conhecido como a estrada das flores dada a quantidade de flores que a prima Sancha punha á beira da estrada e estimava.

Sou filho desta terra!
Os tambores aqui tocam a ritmos diferentes e em direcções opostas…

Bode “expiatório” …

Em Kwara, um dos 36 estados da Nigéria, a polícia prendeu um bode sob acusação de “suspeita de roubo” à “mão armada”… e esta?

Os agentes da lei detiveram a besta, cuja característica é ser malhada de preto e branco, sob a alegação de que o bode não era um bode; era antes sim, um feiticeiro, um animago! Este tinha-se transformado a si mesmo na figura do praticamente inocente caprino [porque um bode sempre tem alguma culpa em algum cartório...]; enfim, foi uma tentativa sobrenatural de fugir do flagrante de roubo de carro, um modelo Mazda 323… Todavia, os policias e seguranças africanos, que são especialistas em magia negra, agoiros, macumba, engissos, mão olhado. encantamento, feitiçaria, despachos, vodoo, manginga e outras práticas, logo viram que ali tinha marginal em pêlo de mamífero…

bode.jpg

Naquele momento, vigilantes estavam em patrulha e viram elementos suspeitos cercando o veículo. Percebendo o fracasso da operação “puxa carro”, perseguidos, os meliantes puseram-se em fuga: um, escapou; o outro, transformou-se em bode! Foi o que informou o porta-voz da polícia do estado, Tunde Mohamemed em entrevista à reuters, por telefone! [Tem telefone! Claro, em África há telémovel e antena parabólica; não tem é comida, nem escola, nem hospital, nem polícia, terra sem lei, não tem casa de banho, esgoto e água canalizada...].

O oficial disse, ainda, que: “Nós não podemos, ainda, confirmar a identidade entre o bode e o gatuno mas este bode está sob custódia! Não, não temos nenhuma base para informar sobre aspectos místicos da questão. É uma coisa que tem de ser provada cientificamente, se um homem pode tornar-se um bode!” [Vê-se que é uma autoridade séria e capaz. Pergunto-me apenas onde é que o sacana escondeu a arma com que efectuou o crime...]

Logicamente, como se percebe a arregalados olhos vistos que a crença em feitiçarias é amplamente difundida na Nigéria, o país mais populoso do continente Africano. Os moradores da localidade onde se deu o caso do bicho ladrão estão em romaria ao posto da policia local para ver o bode, que tem sido fotografado e até manchete de jornal foi enquanto aguarda o resultado do inquérito confortavelmente refastelado em cima de um fardo de palha.

É o que se pode chamar um verdadeiro bode expiatório!

VI Campeonato Europeu de Jiu-Jitsu

A maior prova de Jiu-Jitsu no velho continente vai-se realizar nos dias 30 e 31 de Janeiro e 1 de Fevereiro.

Da Academica Kombat Team Portugal vão estar a participar o Mestre Andersom Lourenço e o faixa azul João “Cabeça”.

Para se inscreverem, os atletas interessados deverão fazê-lo no site da Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ/IBJJF). www.cbjj.com.br

VI Campeonato Europeu de Jiu-Jitsu

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NOTA IMPORTANTE: Os atletas portugueses, ou residentes em Portugal terão que obrigatoriamente estar filiados à Federação portuguesa de Jiu-Jitsu Brasileiro (FPJJB) para poderem participar no Campeonato Europeu, sob pena de a sua inscrição ser devolvida. A filiação já se encontra online.

Justiça!

Enviaram-me esta num e-mail, achei por bem partilhar, a lista no mínimo interessante!

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Boa! Por uma destas é que eu não esperava. Por este andar… dentro e pouco nenhum malfeitor escapa à justiça. Assim mesmo é que é, pois então!

A justiça portuguesa está de parabéns!
Depois de anos e anos a batalhar eis que surgem os primeiros resultados.

Desde a morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia,
Ao desaparecimento de Madeleine McCann,
Ao caso Casa Pia
Do caso Portucale
Operação Furacão
Da compra dos submarinos
Às escutas ao primeiro-ministro
Do caso da Universidade Independente
Ao caso da Universidade Moderna
Do Futebol Clube do Porto
O Apito Dourado
Ao Sport Lisboa Benfica
Da corrupção dos árbitros
À corrupção dos autarcas
De Fátima Felgueiras
A Isaltino Morais
Da Braga parques
Ao grande empresário Bibi
Das queixas tardias de Catalina Pestana
Às de João Cravinho
As operações imobiliárias da Obriverca
As alterações dos PDMs para beneficiar construtores.
As acusações feitas por Marinho Pinto bastonário da Ordem dos
Advogados e que o MP prometeu investigar.
Dos doentes infectados por acidente e negligência com o vírus da sida?
Do miúdo electrocutado no semáforo
Do outro afogado num parque aquático?
Das crianças assassinadas na Madeira
Do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada
do Instituto de Medicina Legal?
A miúda desaparecida em Figueira?
Todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
As famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente ‘importante’, jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão?
Os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran

Os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal,
onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha. A distribuição aos amigos das casas da Câmara de Lisboa

Pois é… a justiça portuguesa está de Parabéns!
Depois de anos e anos a batalhar eis que surgem os primeiros resultados.

Prenderam um jovem que fez um download de música …
YEAAAAAAAAH!… VIVA!!!!

Primeiro português condenado à prisão por pirataria musical na Internet!… O Indivíduo poderá passar entre 60 a 90 dias atrás das grades por ter feito o download e partilhado música ilegalmente com outros utilizadores!…

Confirmam-se as declarações do Bastonário dos Advogados:
‘O Ministério Público é muito forte com os fracos e muito fraco com os fortes’, afirmou. ‘Existe em Portugal uma criminalidade muito importante, do mais nocivo para o Estado e para a sociedade, e andam por aí alguns impunemente a exibir os benefícios e os lucros dessa criminalidade, sem haver para lhes tocar. Alguns até ocupam cargos relevantes no aparelho de Estado português, ostensivamente’, afirmou Marinho Pinto, citado pelos jornais portugueses. Segundo afirmou, ‘o fenómeno da corrupção é um dos cenários que mais ameaça a saúde do Estado de direito em Portugal’.

[E podemos já juntar mais uns escândalos de BPN e BPP's ... vergonhoso, e os verdadeiros culpados? Todos nós!]

Domingueiro

Não há nada mais irritante e perturbador que essa vil criatura peçonhenta, rezingona, mal-humorada, lenta e desajeitada que é o domingueiro!
Quantas vezes já tiveram que perecer horas a fio em filas de trânsito infindáveis só porque um sujeito se lembro que o domingo é um bom dia para não andar a mais de 20km/h…
Ou quando queremos comprar qualquer coisa num sítio mais amplo como, sei lá, um complexo comercial como um shopping por exemplo. Uma verdadeira tortura!

Mas nada me irrita mais do que chegar á minha praia habitual e ver tudo de “pantanas”, gritos e guinchos, coscuvilhices e fofocas, barulho infindável num autêntico pandemónio.
E se sinto falta desse calor de verão e tudo o que proporciona só de pensar que todos os dias são como um domingo, me tira um pouco essa ansiedade. Deixa-me apreciar mais esta praia sem pegadas escutar o barulho do mar ser apenas interrompido pela ocasional gaivota e disfrutar deste cenário.

Á Grande Pedro!

Não é que eu goste muito da pessoa ou concorde com a sua política, muita dela ligada a escândalos de corrupção, no entanto não pude deixar de apreciar a atitude de Santana Lopes aquando de uma entrevista para a SIC Noticias, na qual discutia (á sua maneira) uma temástica actual, quando foi interrompido para uma nota em directo, de nada mais nada menos que a chegada de Mourinho (ex-treinador do Chelsea) a Lisboa, como se isso fosse algo de grande importância quando o que estava a ser debatido era o estado actual do país. Perante isto Pedro (Santana Lopes) não faz mais nada e manda, de uma maneira diplomática, toda a equipa da SIC Noticias para a puta que os pariu. Ora ai está uma grande postura! Infelizmente como o próprio Pedro o comenta, a chegada de treinadores de futebol, jogos de futebol, “cusquisses” da filha alheia (dos chamados VIP’s), ou a saída dos números EuroMilhões (sim que todas as semanas há grandes hipóteses de nos tornar-mos multi-milionários e irmos parar ás revistas e chegadas de aeroportos) está no topo da ordem decrescente de prioridades do zé-povinho que com isso esquece a sua miséria e o seu actual decadente estado económico-social. Declínio este provocado pelos sacos azuis (de políticos que são re-eleitos após casos de tribunal e provas – como a caríssima Fátima Felgueiras) e pelo meter-ao-bolso que presentemente é mais um rapar-o-tacho de alguns desses mesmos VIP’s – incluíndo o Pedro, refira-se! Mas continuo a achar que a atitude esteve muito positiva, segundo a perspectiva demonstrada.

E agora o desafio… isto para quem ainda não tentou! Se ainda não conhecem o “Narcisicamente”, posso dizer que é bom e recomenda-se. Embora criado e mantido por uma também ela VIP dos palcos e passerelles nacionais (para além de grande amiga) … mas com uma criatividade e expressão reconhecida. Ah, e esta não rapou tacho nenhum!
Para iniciar desafio é favor fazer clique ali em baixo, e é ver quem chega ao fim do dito cujo÷
http://narcisicamente.blogspot.com/2007/09/uma-histria.html

Acreditar

O texto que se segue é de Mariana Matoso

Nesta Estrada que caminhamos e que nos guia, ha momentos de duvida. Ha intercepcoes, cruzamentos que desconhecemos. Destinos que se nos desvendam difusos e incertos. Nao para nos impregnar com o sabor amargo do escarnio ou para nos embeber no licor azedo da desilusao e da derrota, mas apenas para nos desafiar.
Neste caminho que percorremos, sem saber para onde ou por onde, o que nos guia ‘e um sentir. Um sentir para. Um impulso. Um instinto. Uma vontade. Acima de tudo, a certeza de um chamamento. Porque nascemos com o mundo inteiro dentro de nos e o que nos chama ‘e o lugar pequenino que temos de preencher.
Nem sempre ‘e facil aceitar que esse caminho nos afasta de tudo quanto construimos ou de tudo o que queremos, de tudo o que amamos. Do que queriamos ser?
Nem sempre ‘e facil desistir de uma vida, para embarcar numa viagem que ‘e de muitas vidas. Ha quem nao o compreenda ou respeite, nos compreenda ou respeite. Destinados a sentir o pulsar do mundo com extrema sensibilidade, tudo isso nos destroi por dentro, nos acidifica o coracao e nos deturpa o ser genuino.
Mas… ‘e, o caminho, esse que nasceu connosco e cresceu dentro do nosso berco, por isso temos de prosseguir.
E porque o caminho ‘e uma aspiral ascendente cuja dinamica nao permite o voltar atras, esses momentos de duvida que existem, simbolo da nossa essencia humana, representam, nao o abismo ou a derrota, mas o fortalecimento da conviccao e da certeza. Porque ‘e preciso esquecer o vazio por baixo dos pes e o coracao ferido que ainda sangra, e erguer a cabeca. Encher o espirito de forca e subir um degrau.
Acreditar que durante o nascer da madrugada, o sol voltara a brilhar e que nele encontraremos o nosso reflexo, espelhado no horizonte do amanha.

Por isso… “don’t loose yourself, don’t let yourself be lost”…

‘cause there are stars meant to shine 4ever*

Na Estrada – Km 2114

“Nós nascemos e a Estrada também. É o caminho de muitos mistérios, há quem lhe chame fado, o fado de cada um. Nós caminhamos sem vermos o horizonte, não enxergamos além da curva, nem do monte, nem do rio, caminhamos sobre ctónios, albergados nos segredos da terra, e, sob os deuses igualmente mitológicos dos céus, o caminho fecha-se, abruptamente, ou mantém-se aberto aos nossos passos, deixa que o circulem até á alameda imprévia destinada aos seres superiores. Por aí, não. A estrada desvia-se.
Mas convida-nos a prosseguir, vai-nos tolerando. Nós é que já não a suportamos porque a estrada é cansativa, doentia, venéfica e, muitas vezes pérfida. Quando as engelhas nos sulcam o rosto, as desilusões nos enfraquecem, o corpo exaurido, não nos obedece, a estrada converte-se em degraus, mas já não desafia pessoas, escarnece delas.”

(Homero Serpa in Na Estrada)