Dia 07 de Março na Escola Superior de Tecnologias do Mar, em Peniche irá ser dada a Palestra: “Comissão Baleeira internacional – História Corrupção e Controvérsia” integrada no III dia de BMB.
A referida palesta terá lugar na sala D3 ás 17:45, e é aberta ao público em geral.
Resumo: No dia 2 de Dezembro de 1946, 15 países assinavam a Convenção Internacional para a Regulação da Baleação (CIRB), que viria a originar uma das mais polémicas organizações da história contemporânea – a Comissão Baleeira Internacional (CBI). A década de 1930 foi palco do quase extermínio das populações de baleias a nível mundial, numa época em que para além do óleo destes animais ser muito cobiçado, quase todas as partes eram aproveitadas. Isto levou as principais nações baleeiras a convergir num órgão comum de modo a preservar a sua actividade.
Nos seus primórdios a CBI mão era mais do que uma “bolsa de mercado” na qual eram atribuídas quotas e números de baleias que se podiam matar, e mesmo quando a primeira comissão cientifica foi formada, os dados serviam apenas para saber qual a quantidade de “stocks” e onde encontrá-los.
Contudo a CBI continuava a falhar na sua tarefa principal, regular a actividade baleeira, a década de 60 foi a pior da história para as espécies de grandes baleias levando muitas á beira da extinção. Foi nesta altura que começou a surgir um movimento dentro da CBI que se propunha a acabar com a caça, e em 1982 aparentemente consegui quando foi votada uma moratória indefinida para a Baleação. Novas medidas de preservação foram tomadas; como a formação do Santuário do Oceano Indico em 1979, e o do Oceano Austral em 1994, onde as baleias supostamente estariam em segurança. Assim não era o caso.
O Japão, a Noruega e a Islândia depois da moratória buscaram sempre subterfúgio na própria convenção. A Noruega objectando á moratória e ficando assim isente de a cumprir, e o Japão juntamente com a Islândia utilizando o artigo VIII da CIRB para poderem praticar a chamada Caça Cientifica. O Japão conduzindo-a nas águas da Antárctica, ou seja, as baleias estavam sendo mortas no seu próprio Santuário. Não obstante o bloco conservacionista dentro da CBI continuava a crescer, levando o Japão a adoptar novas técnicas. Já que não conseguia convencer os outros países das suas falsas intenções, uma vez que a carne da suposta pesquisa cientifica era colocada á venda nos mercados nipónicos, esta nação foi ás compras…
Começou a comprar votos de outros países, fazendo-os ingressar na CBI e votar de acordo com os seus interesses, e foi tão eficiente e eficaz que em 2006 conseguiu superar a oposição por um voto conseguindo fazer passar a declaração de St. Kitts and Nevis, que mesmo não tendo qualquer carácter vinculativo á convenção é altamente negativa em termos científicos e éticos, não tendo qualquer credibilidade.
O futuro das baleias continua incerto e a maioria nunca saiu da situação em que ficou, quase extinta. Nesta palestra iram ser discutidos factos e apresentadas possíveis soluções para este problema.
As baleias ainda não estão a salvo…
Mais info em:
http://whales.greenpeace.org/events/view.php?EventID=64