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	<title>Gossypium in Umbilico &#187; Seafood Watch</title>
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	<description>[exteriorized introspections] by Francisco Gonçalves</description>
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		<title>A importância dos “oceanários” na conservação dos oceanos</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 00:11:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Chico</dc:creator>
				<category><![CDATA[Environment]]></category>
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		<description><![CDATA[Por várias vezes aconteceu estar a fazer pesquisas sobre conservação de tartarugas em África, quais os stocks saudáveis de peixe para consumo em Portugal, áreas marinhas protegidas, práticas de sustentabilidade entre outros e o Oceanário de Lisboa é uma constante nos resultados dessas buscas. A semana passada, uma pessoa do Oceanário de Lisboa perguntou-me se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Por várias vezes aconteceu estar a fazer pesquisas sobre <a href="http://www.oceanario.pt/cms/1470/?news=115" target="_blank">conservação de tartarugas em África</a>, quais os <a href="http://www.oceanario.pt/cms/1471/?news=352" target="_blank">stocks saudáveis de peixe para consumo em Portugal</a>, <a href="http://www.oceanario.pt/cms/1470/?news=966" target="_blank">áreas marinhas protegidas</a>, <a href="http://www.oceanario.pt/cms/1471/?news=354" target="_blank">práticas de sustentabilidade</a> entre outros e o Oceanário de Lisboa é uma constante nos resultados dessas buscas.</p>
<p style="text-align: justify;">A semana passada, uma pessoa do <a href="http://www.oceanario.pt" target="_blank">Oceanário de Lisboa</a> perguntou-me se as pessoas ligadas a instituições como a <em><a href="http://www.greenpeace.org/portugal" target="_blank">Greenpeace</a></em> e o <em><a href="http://www.ifaw.org" target="_blank">Fundo Internacional para a Protecção da Vida Animal</a></em> (IFAW), como é o meu caso, viam ou não com bons olhos o trabalho desenvolvido pelo Oceanário de Lisboa.</p>
<p style="text-align: center;">
<a href="http://www.frangoncalves.com/wp-content/gallery/oceanario/lisboa-oceanario.jpg" title="Edifício do Oceanário de Lisboa © A Escola é Bela" rel="lightbox[singlepic155]" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-center" src="http://www.frangoncalves.com/wp-content/gallery/cache/155__320x240_lisboa-oceanario.jpg" alt="Oceanário de Lisboa" title="Oceanário de Lisboa" />
</a>
</p>
<p style="text-align: justify;">Esse penso ser um estigma já ultrapassado, porque acredito que desde que sejam dadas as devidas condições para os animais serem mantidos em cativeiro, <em>e existem vários indicadores de bem-estar que podem ser monitorizados</em>, estes transformam-se autênticos embaixadores do mundo oceânico, que permitem a milhares de pessoas (o oceanário festejou recentemente a visita do visitante 12 milhões) ter contacto com um mundo submerso que de outra forma seria totalmente impossível.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas uma coisa é a posição oficial da Greenpeace ou IFAW, outra é as pessoas que trabalham com eles, que nem sempre reflectem a posição pública da ONG, e que muitas vezes é algo extremista.</p>
<p style="text-align: justify;">Penso ainda que existe uma diferença abismal entre uma instituição como o <a href="http://www.oceanario.pt" target="_blank">Oceanário de Lisboa</a> e por exemplo, empresas como delfinários (onde se proporcionam espectáculos com golfinhos e outros animais, que fazem truques e acrobacias a troco de comida, para contentamento da audiência), em que nestes não é possível proporcionar um bem-estar adequado. Os golfinhos baseiam a sua vida na acústica, e para um animal que consegue distinguir uma bola com 6,5cm de outra com 7,5cm a 70 metros de distância, através de meios acústicos, uma vida numa piscina em que cada uso do seu sistema de ecolocação  se converte em tortura com o reflexo do som em todas as paredes do tanque onde estão cativos a entrar nos seus cérebros e a descarregar informação de confinamento. Estes em cativeiro deixam mesmo de usar o seu sistema de percepção sensorial.<br />
Claro que a solução não é libertar estes animais, visto que muitos deles, já nascidos em cativeiro (que é um evento não muito comum, difícil de acontecer naturalmente e de manter as crias vivas até à idade adulta), não se adaptariam ao meio natural.<br />
Contudo oponho-me à captura destes animais, do seu ambiente natural para piscinas de entretenimento, para satisfazer a um público que fica com uma ideia totalmente deturpada do comportamento natural destes cetáceos, da sua fisiologia, ecologia e  dignidade.</p>
<p style="text-align: justify;">O papel do <a href="http://www.oceanario.pt" target="_blank">Oceanário de Lisboa</a>, bem diferente de um delfinário, e de instituições similares na actualidade é vital para a conservação e consciencialização social para os problemas que assolam os oceanos e as criaturas que vivem e de ele dependem.</p>
<p style="text-align: center;">
<a href="http://www.frangoncalves.com/wp-content/gallery/oceanario/sustentabilidade-oceanario.jpg" title="Roda da Sustentabilidade © Oceanário de Lisboa" rel="lightbox[singlepic156]" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-center" src="http://www.frangoncalves.com/wp-content/gallery/cache/156__320x240_sustentabilidade-oceanario.jpg" alt="Sustentabilidade" title="Sustentabilidade" />
</a>
</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;O Oceanário celebra a vida na Terra através de uma visão deslumbrante da vasta e complexa diversidade de seres vivos que habitam este Oceano Global, evocando o papel vital que este exerce na saúde e evolução planetária.&#8221;<br />
<em>Francisca Menezes Ferreira in &#8220;Pavilhão do Oceanos &#8211; Exposição Mundial de Lisboa de 1998&#8243;</em></p>
<p style="text-align: justify;">As pessoas quando vêm acreditam, quando lêem, nem sempre. Ou é uma realidade tão distante que não se conseguem relacionar. É esse o papel do oceanário, aproximar realidades, e deslumbrar-nos, sempre que olhamos para aquele enorme tanque.</p>
<p style="text-align: justify;">E esta é uma história de que como este papel é importante.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>“O Pollock do Alasca (Theragra chalcogramma) caiu de “a melhor escolha&#8221; para “uma boa alternativa&#8221; para os consumidores, na última avaliação da espécie pelo Monterey Bay Aquarium, que publica a lista/cartão Seafood Watch usado por milhões de restaurantes quando encomendam peixe.</em><em>”</em></p>
<p style="text-align: justify;">E com as falhas na governança internacional a todos os níveis que esta tenta actuar resta-nos a nós, através de instrumentos como este fazer uma escolha, e que essa seja um <strong>futuro melhor</strong> para nós e as gerações vindouras.</p>
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